O exame de Tacrolimus mede a concentração do imunossupressor tacrolimo no sangue de pacientes transplantados, ajudando a ajustar a dose para evitar rejeição ou toxicidade.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
O exame tacrolimus é um teste laboratorial que mede a quantidade do medicamento tacrolimo no sangue para garantir que esteja na faixa segura e eficaz, evitando riscos após transplantes.
O tacrolimo é um imunossupressor usado para evitar a rejeição de órgãos transplantados, como rim, fígado e coração, ajudando o corpo a aceitar o novo órgão.
Esse exame, também conhecido como Prograf ou dosagem de FK506, é indicado principalmente após transplantes, para ajustar a dose e verificar possíveis efeitos, já que níveis fora do ideal podem causar complicações.
A dosagem de tacrolimus no sangue serve para acompanhar o tratamento de pessoas que usam esse medicamento após um transplante cardíaco, renal ou hepático.
Isso porque dosagens abaixo do esperado podem aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado. Já o excesso da substância pode trazer danos aos rins e ao cérebro.
O nível sérico de tacrolimus costuma ser solicitado nas seguintes situações:
O exame é um teste de monitorização terapêutica do tratamento com tacrolimo e, em geral, é solicitado com mais frequência no início do tratamento e depois em intervalos regulares, conforme orientação médica.
Na maioria dos casos de transplante, esse monitoramento é contínuo e vitalício, variando apenas a frequência.
Para se preparar para o tacrolimus, é recomendado:
Durante o uso de tacrolimus, deve-se evitar consumir toranja (grapefruit) ou seu suco, ou erva-de-São-João, pois podem interferir nos níveis do medicamento no sangue.
O jejum para o exame geralmente não é obrigatório, salvo orientação do laboratório.
Seguir corretamente o preparo é fundamental para garantir um resultado mais confiável.
O horário da coleta é muito importante porque a quantidade do tacrolimo no sangue varia ao longo do dia, especialmente após a ingestão da dose.
Geralmente, o exame mede a concentração mínima do medicamento no corpo, o que é chamado de nível de “vale” (ou nível mínimo). Esse padrão permite comparar os resultados de forma mais precisa ao longo do tempo.
Se o exame for feito em horários diferentes, os valores podem parecer mais altos ou mais baixos do que realmente são, o que pode levar a interpretações erradas.
O exame de tacrolimus é feito por meio de coleta de sangue de uma veia do braço.
A amostra é enviada ao laboratório para medir a concentração do tacrolimo no sangue, utilizando métodos, como cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa sequencial (LC-MS/MS).
Os valores de referência do tacrolimus no sangue podem variar com o tipo de transplante e fase do tratamento:
| Fase do tratamento | Valores de referência |
| Fase inicial (primeiras semanas a meses) | Rim: 6 a 10 ng/mL (podendo chegar a 7–20 em protocolos antigos); Coração: 10 a 15 ng/mL; Fígado: 5 a 20 ng/mL. |
| Fase de manutenção (a longo prazo) | Geral: 4 a 8 ng/mL; Alguns casos: 4 a 6 ng/mL após 1 ano. |
| Níveis de “vale” alvo (níveis mínimos aceitáveis) | Idealmente entre 4 e 12 ng/mL, dependendo do caso. |
Esses valores são considerados faixas gerais. Na prática, o médico pode ajustar os níveis ideais de forma individual, de acordo com o tipo de transplante e o estado de saúde da pessoa, risco de rejeição e uso de outros medicamentos imunossupressores.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
O resultado se torna preocupante quando está muito acima de 20 ng/mL (alto risco de toxicidade) ou abaixo de 3 a 4 ng/mL na fase inicial, o que pode aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado.
No entanto, é importante ressaltar que a toxicidade renal (nefrotoxicidade) pode ocorrer mesmo em níveis menores dependendo da sensibilidade da pessoa e do tempo pós-transplante.
Um resultado tacrolimus alto pode acontecer por diferentes motivos, como:
Quando o tacrolimo alto no sangue é confirmado, o médico avalia o contexto clínico completo antes de definir a conduta.
Pode haver maior risco de efeitos indesejados ou intoxicação, especialmente se o nível estiver muito acima do esperado.
Nesses casos, os sintomas podem incluir tremores nas mãos, dor de cabeça, zumbido no ouvido, náuseas, pressão alta, convulsões ou alterações nos rins (nefrotoxicidade).
As principais causas de tacrolimus baixo no sangue são:
Quando o nível está baixo, pode haver redução da eficácia do tratamento e aumento do risco de rejeição em pessoas transplantadas.
Você pode realizar a dosagem de tacrolimus com total segurança e precisão em uma das unidades da Rede D’Or. Dispomos de laboratórios com tecnologia avançada para garantir resultados rápidos e confiáveis, fundamentais para o seu sucesso terapêutico.
O exame de tacrolimus costuma ser solicitado pelo médico que acompanha o transplante ou o uso do imunossupressor. Isso inclui, com frequência, nefrologista, hepatologista, cardiologista e equipes de transplante.
Em alguns casos, outros especialistas que participam do acompanhamento também podem pedir o exame, sempre de acordo com a necessidade clínica e com o tratamento em curso.
Além do exame tacrolimus, o médico pode pedir outros testes para acompanhar a segurança do tratamento e a função dos órgãos. Entre eles estão:
Esses exames ajudam a entender o efeito do medicamento no corpo e a acompanhar o tratamento de forma mais completa.
O exame tacrolimus faz parte do cuidado com pessoas transplantadas e ajuda a monitorar se o remédio está na quantidade certa. Se você precisa acompanhar esse tratamento, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para receber orientação individualizada.
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Para realizar este exame, são necessárias 8 horas de jejum.
O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato com sua unidade de preferência para confirmar o prazo.
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