O exame de BAAR detecta micobactérias, como o Mycobacterium tuberculosis, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento da tuberculose. A coleta é feita com escarro matinal e o resultado pode indicar infecção ativa.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
O exame BAAR em amostra única é um exame que detecta micobactérias, especialmente a causadora da tuberculose, em uma única amostra de escarro, ajudando no diagnóstico inicial da doença.
Esse exame é indicado principalmente quando há suspeita de tuberculose, como tosse persistente, febre e perda de peso, permitindo uma avaliação rápida.
O resultado costuma ser liberado rapidamente e pode ser negativo ou positivo. Mesmo assim, um resultado negativo não descarta tuberculose, sobretudo quando há pouca micobactéria na amostra.
A pesquisa de BAAR em amostra única, também chamada de baciloscopia, serve para identificar micobactérias, principalmente a causadora da tuberculose.
Esse teste é usado como triagem inicial, especialmente em locais com maior risco da doença, além de ajudar a identificar casos com maior potencial de transmissão, como pessoas com alta carga bacilar.
Além disso, pode ser usado para monitorar a resposta ao tratamento da tuberculose.
A sigla BAAR significa Bacilo Álcool-Ácido Resistente. Isso quer dizer que essas micobactérias possuem uma parede especial que não perde a cor mesmo após contato com substâncias ácidas e álcool durante o exame.
O teste de BAAR costuma ser solicitado quando existem sinais ou situações que aumentam o risco de tuberculose. Entre as principais indicações estão:
Essas situações ajudam a identificar quem precisa investigar a presença da micobactéria com mais atenção.
Não existe uma bactéria chamada BAAR. BAAR é uma característica de algumas micobactérias, e não o nome de uma espécie específica.
Essas micobactérias têm uma parede celular resistente, que dificulta sua eliminação e permite sua identificação em exames específicos.
A micobactéria mais comum no Brasil é a Mycobacterium tuberculosis.
Para que o exame de amostra única seja eficiente, é recomendado que a coleta do escarro seja feita pela manhã, logo após acordar, pois é quando há mais secreção acumulada nos pulmões.
Não é necessário fazer jejum de comida ou água. Entretanto, é importante lavar a boca apenas com água para retirar resíduos de alimentos ou de pastas de dente que possam interferir na análise do laboratório.
A coleta deve ser feita, de preferência, em um local aberto ou com boa circulação de ar para evitar o acúmulo de micobactérias no ambiente.
O exame de escarro para tuberculose é feito em frasco estéril, fornecido pelo laboratório, com uma única amostra, geralmente de escarro.
Para coletar o escarro, deve-se:
Caso a pessoa não consiga produzir o escarro naturalmente, o profissional de saúde pode utilizar nebulização com soro fisiológico para ajudar a soltar a secreção dos pulmões.
Em alguns casos, pode ser recomendada a coleta de 2 ou 3 amostras em dias diferentes, para aumentar a chance de detectar a micobactéria e melhorar a confiabilidade do resultado, já que a quantidade de microrganismos pode variar ao longo do tempo.
No laboratório, a amostra é preparada em uma lâmina de vidro e recebe corantes especiais, como Ziehl-Neelsen ou auramina-fenol, que ajudam a destacar as micobactérias e facilitam sua visualização.
Em seguida, essa lâmina é analisada no microscópio por um profissional treinado, que observa cerca de 100 campos diferentes para verificar se há presença de micobactérias.
O resultado é descrito como negativo quando nenhuma bactéria é identificada ou positivo quando há bacilos visíveis.
Os resultados da pesquisa de BAAR em amostra única seguem padrões do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS) sendo apresentados como:
| Resultado | O que significa |
| Negativo (ou ausente) | Não foram vistos bacilos na amostra analisada no microscópio. |
| Positivo (+) | Foram encontrados de 10 a 99 bacilos em 100 campos, sugerindo presença de infecção. |
| Positivo (++) | Foram encontrados de 1 a 10 bacilos por campo, nos primeiros 50 campos analisados. |
| Positivo (+++) | Foram encontrados mais de 10 bacilos por campo, nos primeiros 20 campos, indicando alta quantidade de micobactérias e maior potencial de transmissão. |
A baciloscopia não diferencia Mycobacterium tuberculosis de outras micobactérias.
Por isso, um resultado positivo deve ser avaliado pelo médico junto com os sintomas e outros exames complementares para confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de micobactéria.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
Quando o resultado da pesquisa de BAAR em amostra única é positivo, significa que foram visualizadas micobactérias na amostra. As principais causas incluem:
Mesmo em amostra única, um resultado positivo tem alta chance de indicar doença ativa, mas precisa de confirmação com outros exames, como o teste molecular (TRM-TB), que atualmente é recomendado como teste inicial em muitos casos.
Não necessariamente. Indica forte suspeita, mas é necessário confirmar com a cultura de BAAR ou o teste molecular.
Após um BAAR positivo em amostra única, deve-se consultar o médico que solicitou o exame para realização de outros testes complementares, como cultura e testes moleculares, para confirmar o diagnóstico e identificar a bactéria.
A avaliação também considera sintomas e exames de imagem para uma análise mais completa.
Um resultado BAAR negativo em amostra única pode acontecer por:
Um resultado negativo não exclui completamente a tuberculose, por isso, a investigação pode continuar com outras amostras ou exames mais sensíveis.
O exame de pesquisa de BAAR em amostra única pode ser realizado com rapidez e precisão nas unidades da Rede D’Or. Oferecemos um ambiente seguro e orientações detalhadas para que sua coleta seja feita de forma correta, garantindo um resultado confiável.
Se você tem o pedido médico ou apresenta sintomas respiratórios preocupantes, procure uma de nossas unidades para realizar seu teste com o suporte de uma equipe qualificada.
O pedido para este exame pode ser feito por qualquer médico que esteja investigando uma tosse crônica ou infecção. O clínico geral é quem mais solicita o teste em atendimentos iniciais.
Pneumologistas e infectologistas são os especialistas que utilizam o BAAR com maior frequência para definir o tratamento e acompanhar a evolução do quadro. Em casos de urgência, médicos do pronto-atendimento também podem solicitar a análise imediata da amostra única.
Muitas vezes, a pesquisa de BAAR em amostra única é apenas o começo da investigação. Outros testes que podem acompanhar esse exame incluem:
Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e orientar a conduta adequada.
Se há sintomas persistentes ou suspeita de tuberculose, buscar avaliação é essencial.
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