Pericardite: o que é, sintomas, causas e tratamento


Resumo do conteúdo:
- Pericardite é a inflamação da membrana que envolve o coração e pode causar dor no peito, falta de ar e febre.
- O tratamento geralmente inclui anti-inflamatórios, repouso e acompanhamento cardiológico para prevenir complicações e recorrências.
O que é pericardite?
Pericardite é a inflamação do pericárdio, uma estrutura composta por duas camadas que envolve o coração e contém pequena quantidade de líquido lubrificante, reduzindo o atrito durante os movimentos cardíacos.
Essa inflamação pode provocar sintomas como dor no peito, que piora ao respirar profundamente ou ao deitar, podendo ser confundida com infarto.
A pericardite pode ser causada por infecções, doenças autoimunes, traumas ou outras condições. Em muitos casos, é tratável e tem boa evolução, mas pode exigir atenção por risco de complicações cardíacas em situações mais graves.
Quais são os sintomas de pericardite?
Os principais sintomas de pericardite são:
- Dor no peito em pontada ou facada, que pode irradiar para pescoço, ombro ou braço;
- Piora da dor no peito ao deitar de costas, tossir, engolir ou respirar fundo;
- Melhora da dor no peito ao sentar e inclinar o corpo para frente;
- Falta de ar, especialmente ao deitar;
- Febre baixa, cansaço e mal-estar;
- Tosse seca persistente e palpitações;
- Inchaço nas pernas e abdômen em casos mais intensos.
Se você notar esses sinais, busque atendimento médico imediato em um pronto-socorro para diagnóstico correto e tratamento adequado.
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Qual a diferença entre miocardite e pericardite?
A pericardite afeta o pericárdio, a membrana ao redor do coração. Já a miocardite atinge o músculo cardíaco.
Ambas as condições causam dor no peito e falta de ar, mas na miocardite o coração pode enfraquecer com mais facilidade e ter mais dificuldade de bombear o sangue para o corpo.
Em alguns casos, as duas doenças acontecem ao mesmo tempo, um quadro chamado de miopericardite.
O que causa pericardite?
As principais causas de pericardite são:
- Infecções virais, como gripe, COVID-19, vírus Coxsackie ou HIV;
- Infecções bacterianas, como tuberculose;
- Infecções por parasitas e fungos;
- Doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide;
- Pós-infarto, cirurgia cardíaca ou lesões no tórax;
- Radioterapia no tórax e alguns medicamentos;
- Câncer de pulmão, mama, linfoma ou mesotelioma primário;
- Insuficiência renal grave e hipotireoidismo.
Em muitos casos, a causa não é identificada, sendo esses casos conhecidos como pericardite idiopática.
Qual médico trata a pericardite?
O acompanhamento pode ser feito por cardiologista, especialista em doenças do coração. Em quadros iniciais, clínicos gerais e médicos emergencistas também podem realizar a avaliação.
Em crianças e adolescentes, o atendimento pode envolver cardiopediatra, garantindo abordagem adequada à faixa etária.
Como é feito o diagnóstico da pericardite?
O diagnóstico da pericardite é feito por meio da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, usando um estetoscópio para escutar o coração, buscando um som característico de atrito no pericárdio.
Para confirmar a suspeita, são solicitados alguns exames de sangue e de imagem.
Quais exames detectam pericardite?
Os principais exames que podem ser solicitados para diagnosticar a pericardite são:
- Eletrocardiograma (ECG), que pode mostrar alterações típicas da inflamação do pericárdio;
- Ecocardiograma, que ajuda a ver líquido ao redor do coração e sinais de complicação;
- Marcadores inflamatórios no sangue, como proteína C-reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS);
- Raio-X de tórax, útil para avaliar o tamanho do coração e outros achados;
- Ressonância magnética do coração, que detalha inflamação e espessamento do pericárdio.
Esses exames ajudam a confirmar a pericardite e a avaliar a gravidade do quadro.
Quais são os tipos de pericardite?
A pericardite pode se apresentar de diferentes formas, variando conforme o tempo de duração e evolução dos sintomas.
1. Pericardite aguda
A pericardite aguda surge de forma súbita e dura até cerca de 4 a 6 semanas. É o tipo mais comum e geralmente responde bem ao tratamento.
2. Pericardite subaguda
Na pericardite subaguda, também chamada de pericardite incessante, os sintomas duram entre 4 a 6 semanas e 3 meses. Pode indicar inflamação persistente ou resposta incompleta ao tratamento inicial.
Exige acompanhamento mais próximo para evitar evolução para formas crônicas ou recorrentes.
3. Pericardite crônica
A pericardite crônica é caracterizada pela persistência da inflamação por mais de 3 meses e pode causar espessamento do pericárdio. O curso da doença costuma ser mais agressivo, podendo ter maior impacto na qualidade de vida e precisa de seguimento contínuo.
4. Pericardite recorrente
A pericardite recorrente ocorre quando há novos episódios após um período sem sintomas. Pode acontecer depois do primeiro quadro e tende a exigir tratamento mais prolongado.
Geralmente está relacionada a inflamação persistente ou resposta inadequada ao tratamento inicial.
5. Pericardite constritiva
A pericardite constritiva é uma forma em que o pericárdio fica espesso, rígido e com pouca elasticidade, dificultando o enchimento normal do coração.
Pode surgir como sequela de inflamações repetidas e, em casos mais avançados, causar sinais de insuficiência cardíaca.
Quais são os tratamentos para pericardite?
O tratamento busca reduzir a inflamação e aliviar os sintomas. As principais abordagens incluem:
- Anti-inflamatórios não esteroides e colchicina, conforme recomendação médica;
- Protetores gástricos para evitar efeitos colaterais dos anti-inflamatórios;
- Corticoides em casos selecionados, como doenças autoimunes, contraindicação aos anti-inflamatórios ou falha terapêutica;
- Repouso e restrição de atividade física temporária, conforme orientação médica.
Em situações raras, pode ser necessária drenagem de líquido entre o pericárdio e o coração (pericardiocentese) ou cirurgia para remoção do pericárdio (pericardiectomia).
A escolha do tratamento deve ser feita pelo cardiologista de forma individualizada, de acordo com a gravidade e o tipo de pericardite.
Pericardite tem cura?
Sim, a maioria dos pacientes apresenta resolução completa do quadro, especialmente nos casos virais ou idiopáticos tratados adequadamente.
Algumas formas podem recorrer ou se tornar crônicas, exigindo acompanhamento prolongado, mas ainda assim com bom controle na maioria das situações.
Quanto tempo dura a recuperação?
Nos casos agudos não complicados, os sintomas costumam melhorar em uma a três semanas, embora o retorno às atividades físicas deva seguir orientação médica.
Como prevenir a pericardite?
Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam a reduzir o risco:
- Tratar infecções rapidamente e de forma adequada;
- Controlar doenças autoimunes e metabólicas;
- Evitar esforço físico durante quadros inflamatórios;
- Seguir orientações após cirurgias cardíacas;
- Manter acompanhamento médico em doenças crônicas.
Esses cuidados ajudam a diminuir a chance de inflamação no pericárdio.
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Quais as complicações da pericardite?
As complicações são menos comuns, mas podem ocorrer em casos não tratados ou mais graves, e incluem:
- Derrame pericárdico, com acúmulo de líquido ao redor do coração;
- Tamponamento cardíaco, é uma complicação potencialmente fatal e requer atendimento médico imediato;
- Pericardite constritiva, com rigidez do pericárdio;
- Recorrência dos episódios inflamatórios;
- Envolvimento do músculo cardíaco (miopericardite).
Apesar disso, a maioria evolui bem com tratamento adequado.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a pericardite com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
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