Overdose: o que é, sintomas, o que acontece no corpo e o que fazer
O que é overdose?
Overdose é uma emergência médica que acontece quando o corpo recebe uma carga excessiva de substâncias, como remédios, álcool ou drogas, causando sintomas como confusão, falta de ar e desmaio.
As causas mais comuns incluem o uso de drogas ilícitas, a mistura perigosa de álcool com medicamentos e erros na dosagem de remédios controlados, seja por acidente ou por dependência química.
O tratamento da overdose é feito pelo médico emergencista, que busca estabilizar as funções vitais e, se possível, utilizar antídotos específicos para reverter os efeitos da substância.
Quais são os sintomas de overdose?
Os sintomas de overdose podem variar de acordo com o tipo de substância, quantidade ingerida, pureza da droga e tolerância individual, sendo os principais:
Sintomas de overdose de opioides
Os principais sintomas de overdose por opioides são:
- Respiração lenta, fraca ou parada respiratória;
- Lábios e unhas azulados;
- Batimentos cardíacos lentos;
- Pele fria ou pálida;
- Pupilas muito pequenas;
- Sonolência profunda, desmaio ou perda total da consciência.
Esses sintomas surgem devido à ação depressora dos opioides, como fentanil ou oxicodona, mas também pode surgir pelo uso de drogas com efeitos opiáceos, como a heroína.
Se você notar esses sinais em alguém próximo, procure ajuda médica imediata.
A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para emergências toxicológicas.
Sintomas de overdose de drogas estimulantes
Os sintomas de overdose de drogas estimulantes, como cocaína, crack ou anfetaminas, são:
- Agitação intensa;
- Confusão mental;
- Batimentos cardíacos muito acelerados;
- Dor no peito;
- Tremores;
- Convulsões.
Também é comum a temperatura do corpo subir muito (febre alta) e a pessoa apresentar um comportamento agressivo ou paranoico.
Esses sintomas estão relacionados com uma sobrecarga no coração e no cérebro, deixando o corpo em estado de alerta extremo.
Sintomas de overdose por drogas depressoras
Os sintomas de overdose por drogas depressoras, como álcool, clonazepam e barbitúricos, são semelhantes aos de overdose por opioides, como sonolência intensa, confusão, desorientação, respiração lenta ou fraca, ou perda da consciência.
Isso porque essas drogas diminuem a atividade do sistema nervoso central (cérebro), fazendo o corpo funcionar mais devagar.
Além disso, podem surgir falta de coordenação motora, fala arrastada, quedas e vômitos.
O risco aumenta muito quando há mistura entre essas substâncias ou com opioides.
Mesmo com sintomas parecidos, toda suspeita de overdose é uma emergência.
Sintomas de overdose por paracetamol
No início da overdose por paracetamol, pode não haver sinais claros, mas com o tempo podem surgir:
- Náuseas e vômitos;
- Dor na parte superior do abdômen;
- Pele e olhos amarelados (icterícia).
Esses sintomas estão relacionados à intoxicação do fígado, que leva à sua inflamação, conhecida como hepatite medicamentosa. Se não tratada rapidamente, pode evoluir para insuficiência hepática grave. Entenda o que é e sintomas da hepatite medicamentosa.
Sintomas de overdose por organofosforados
A overdose por organofosforados, substâncias encontradas em inseticidas e venenos agrícolas, pode causar sintomas como:
- Salivação excessiva;
- Olhos lacrimejando;
- Vômitos e diarreia;
- Suor intenso;
- Dificuldade para respirar;
- Confusão mental;
- Pupilas contraídas.
Esses sintomas indicam a necessidade de atendimento médico urgente.
O que acontece em uma overdose?
Durante uma overdose, o excesso de substâncias sobrecarrega o corpo.
O cérebro pode parar de controlar a respiração, o coração pode falhar e órgãos como fígado e rins podem sofrer danos graves.
A gravidade depende do tipo de substância, da quantidade, da mistura com outras drogas e das condições da pessoa, como idade e saúde prévia.
O que fazer em caso de overdose?
Os primeiros socorros em caso de suspeita de overdose são:
- Ligar imediatamente para o SAMU (192) ou levar a pessoa ao pronto-socorro mais próximo;
- Verificar se a pessoa está respirando e se responde a chamados ou estímulos físicos;
- Colocar a pessoa deitada do lado esquerdo (posição de recuperação), caso ela esteja inconsciente mas respirando, para evitar que ela sufoque com o próprio vômito;
- Evitar oferecer comida, café ou bebidas alcoólicas, dar banhos gelados ou provocar vômito, pois essas ações podem piorar o quadro clínico;
- Identificar qual substância foi utilizada e, se possível, recolher embalagens ou frascos para entregar à equipe médica.
Agir com rapidez e manter a calma são as melhores formas de ajudar enquanto o socorro profissional não chega.
Qual médico trata a overdose?
Os especialistas em overdose são os médicos emergencistas, intensivistas e toxicologistas. Para adultos, o atendimento é feito no pronto-socorro geral.
Em crianças (overdoses acidentais com remédios, por exemplo), o atendimento envolve pediatras emergencistas com suporte em pronto-socorro.
Além disso, equipes multiprofissionais com enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos e, quando necessário, psiquiatras e profissionais de saúde mental participam do acompanhamento, principalmente quando a overdose está ligada ao uso abusivo de substâncias ou tentativa de autoagressão.
Como é feito o diagnóstico da overdose?
O diagnóstico da overdose é feito com base na observação dos sintomas clínicos e no relato de acompanhantes sobre o que foi ingerido.
O médico avalia a respiração, a pressão, o tamanho das pupilas e o estado de consciência
Quais exames detectam a overdose?
Os principais exames para overdose são:
- Exame de sangue, como hemograma, função do fígado e rins;
- Exame de urina para rastreamento de drogas;
- Gasometria arterial, para medir o oxigênio no sangue;
- Eletrocardiograma, para avaliar a atividade elétrica do coração;
- Tomografia de crânio, se houver suspeita de trauma ou AVC.
O objetivo dos exames é identificar a substância, medir a gravidade da intoxicação e descartar outras doenças que podem parecer overdose, como meningite ou hipoglicemia.
Quanto tempo dura uma overdose?
Não há um tempo fixo, pois depende da substância e da rapidez do socorro. Algumas substâncias agem em minutos, enquanto outras podem causar danos progressivos por várias horas.
Quais substâncias causam overdose?
As principais substâncias que podem causar overdose são:
- Opioides, como morfina, tramadol, codeína, oxicodona, fentanil ou heroína;
- Benzodiazepínicos, como o clonazepam ou diazepam;
- Drogas estimulantes, como cocaína, crack, anfetaminas ou metanfetamina;
- Álcool etílico;
- Medicamentos para dor e febre, como paracetamol;
- Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina;
- Digoxina, lítio ou ferro;
- Barbitúricos, como fenobarbital ou pentobarbital.
O risco de overdose aumenta com uso em excesso, mistura de substâncias, erro de dose ou automedicação.
Pessoas mais vulneráveis são crianças, idosos e quem já tem doenças crônicas.
Qual a diferença entre overdose acidental e intencional?
A overdose acidental ocorre sem intenção de causar dano, geralmente por erro de dosagem, mistura de medicamentos ou álcool, sendo comum em crianças, idosos e automedicação.
Já a overdose intencional envolve ingestão deliberada de substâncias, muitas vezes ligada a sofrimento emocional ou transtornos mentais, exigindo atendimento médico e suporte psicológico.
Em ambos os casos, a overdose é uma emergência e o atendimento rápido salva vidas.
Quais são os tratamentos para overdose?
O tratamento da overdose é feito no pronto-socorro e tem como objetivo manter a pessoa viva, estabilizar funções vitais e reduzir os efeitos da substância.
1. Antídotos para overdose
Alguns antídotos podem ser usados para overdoses específicas, como:
- Naloxona, para overdose de opioides;
- Flumazenil, em situações específicas de overdose por benzodiazepínicos;
- N-acetilcisteína, para overdose de paracetamol;
- Atropina, para overdose de organofosforados;
- Deferoxamina, nos casos de overdose de ferro.
Esses medicamentos só devem ser usados em ambiente hospitalar na forma de injeção e com indicação de médico.
Isso porque podem causar efeitos importantes, principalmente em grávidas, lactantes, bebês, crianças, idosos e pessoas com outras doenças, como problemas cardíacos, respiratórios ou hepáticos.
2. Procedimentos médicos
Em alguns casos de overdose, a equipe médica pode usar procedimentos para diminuir a absorção da substância e tratar complicações.
O uso de carvão ativado, administrado pela boca ou por sonda, pode ser feito nas primeiras horas após a ingestão de substâncias. A lavagem gástrica é raramente indicada e apenas em situações muito específicas, avaliadas pela equipe médica.
Nos casos em que há risco de parada respiratória ou falência de órgãos, pode ser necessário ventilação mecânica, medicamentos para estabilizar pressão arterial e, em situações muito graves, terapias mais complexas, sempre decididas pela equipe especializada.
3. Internação hospitalar
A internação é indicada quando há risco de falência de órgãos, instabilidade no coração ou quando a substância tem um efeito de longa duração. Nesses casos, a pessoa precisa de vigilância constante para evitar complicações.
No hospital, os tratamentos principais incluem a hidratação por soro na veia, monitoramento cardíaco contínuo e exames repetidos para garantir que os níveis da substância no sangue estão baixando de forma segura.
Overdose tem cura?
A overdose pode ser revertida quando o atendimento é rápido. A recuperação depende do tempo até o socorro e da substância envolvida.
Como prevenir a overdose?
Para prevenir a overdose, é recomendado:
- Usar medicamentos somente com orientação médica;
- Não compartilhar comprimidos ou receitas com outras pessoas;
- Não misturar álcool com remédios de qualquer tipo;
- Armazenar remédios fora do alcance de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis;
- Seguir rigorosamente as doses recomendadas pelo médico;
- Buscar tratamento especializado para dependência química.
A prevenção começa com informação, acompanhamento adequado e um ambiente de apoio, reduzindo o risco de uso inadequado de substâncias e de emergências por overdose.
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Quais as complicações da overdose?
As principais complicações da overdose são:
- Lesão cerebral por falta de oxigênio;
- Falência respiratória;
- Arritmias, infarto do miocárdio e outros problemas cardíacos;
- Lesão grave do fígado, podendo exigir transplante;
- Danos nos rins, com risco de necessidade de diálise;
- Pneumonia por aspiração de vômito;
- Risco elevado de nova overdose em pessoas que mantêm uso abusivo de substâncias;
- Coma permanente ou morte.
Sociedades médicas brasileiras, como a Sociedade Brasileira de Toxicologia e a Associação Brasileira de Medicina de Emergência, reforçam que informação, prevenção e acesso rápido ao atendimento reduzem o risco de complicações graves da overdose.
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