Resumo do conteúdo:
- Nistagmo causa movimentos involuntários dos olhos e pode afetar visão, equilíbrio e percepção de distância.
- O tratamento depende da causa e do tipo, e pode incluir óculos, remédios, cirurgia e acompanhamento especializado.
O que é nistagmo?
O nistagmo é um distúrbio ocular caracterizado por movimentos involuntários, repetitivos e rítmicos dos olhos, podendo reduzir a qualidade da visão e gerar dificuldade para focar.
Essa condição pode surgir desde o nascimento (nistagmo congênito) ou aparecer ao longo da vida, e ser causada por alterações no desenvolvimento dos olhos, doenças neurológicas e problemas do ouvido interno.
O tratamento do nistagmo depende da causa e do tipo, podendo envolver uso de óculos, medicamentos, cirurgia e apoio visual para ajudar a reduzir os sintomas.
Quais são os sintomas de nistagmo?
Os principais sintomas de nistagmo são:
- Sensação de que o ambiente ao redor está tremendo ou se movendo (oscilopsia);
- Visão turva, redução da acuidade visual e forte sensibilidade à luz natural ou artificial;
- Dificuldade de enxergar no escuro ou de calcular a distância de objetos;
- Tonturas frequentes e perda do equilíbrio ou da coordenação do corpo;
- Inclinação constante da cabeça para tentar focar as imagens.
Os sintomas podem ser leves ou intensos e variam conforme a causa e a idade em que o nistagmo surgiu.
Se você apresenta sintomas de nistagmo, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.
Quando nistagmo é preocupante?
O nistagmo deve ser avaliado quando surge de forma repentina em adolescentes, adultos ou idosos, ou quando aparece em bebês após os 4 meses de vida.
Em adultos, o nistagmo pode indicar alterações no cérebro, no cerebelo ou no ouvido interno. Em crianças e bebês, o nistagmo infantil ou congênito, merece atenção se estiver associado a torcicolo, inclinação persistente da cabeça ou baixa visão.
O que causa nistagmo?
O nistagmo pode estar relacionado a alterações oculares, neurológicas ou vestibulares. As principais causas de nistagmo são:
- Albinismo e alterações no DNA;
- Alterações nos olhos desde o nascimento, como catarata congênita ou ausência de íris;
- Estrabismo, miopia ou astigmatismo com grau muito elevado;
- Labirintite, neurite vestibular ou doença de Ménière;
- Esclerose múltipla ou neurossífilis;
- AVC, tumores cerebrais, pancadas na cabeça ou traumatismo cranioencefálico.
Além disso, o uso de alguns medicamentos, como antiepilépticos, lítio e sedativos, consumo excessivo de álcool, deficiência de vitamina B12 ou vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) também podem causar nistagmo.
Identificar a causa é uma das etapas mais importantes para definir o tratamento mais adequado.
Qual médico trata o nistagmo?
O oftalmologista realiza a primeira avaliação dos tremores e da qualidade da visão. Em crianças, o oftalmologista pediátrico avalia o caso.
Quando há sinais neurológicos, também pode ser necessário acompanhamento com neurologista.
Como é feito o diagnóstico do nistagmo?
O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e oftalmológica observando a direção, a intensidade e a frequência dos movimentos dos olhos, além de verificar a acuidade visual e o alinhamento ocular.
Além disso, o médico avalia o histórico de saúde e familiar, uso de medicamentos e a presença de alterações neurológicas ou do equilíbrio.
Também podem ser solicitados exames, como ressonância magnética do cérebro e das órbitas, vectoeletronistagmografia e outros exames conforme a suspeita clínica. Saiba como é feita a vectoeletronistagmografia.
Quais são os tipos de nistagmo?
Os principais tipos de nistagmo são:
1. Nistagmo horizontal
O nistagmo horizontal é o tipo em que os olhos se movem para os lados direito e esquerdo. É uma das formas mais comuns e pode ocorrer tanto em pessoas de qualquer idade.
2. Nistagmo vertical
Nesse tipo, o movimento dos olhos ocorre para cima ou para baixo. O nistagmo vertical necessita de avaliação médica imediata pois pode sugerir lesão no tronco cerebral ou no cerebelo.
Quais são os tratamentos para nistagmo?
O tratamento para nistagmo varia conforme a origem das oscilações e o momento em que elas começaram a aparecer. As opções mais comuns incluem:
- Troca ou ajuste de remédios que possam estar provocando o nistagmo, como efeito colateral;
- Uso de óculos e lentes de contato para corrigir o grau e cansar menos os olhos;
- Medicamentos para diminuir a intensidade dos movimentos oculares, quando possível;
- Cirurgia nos músculos dos olhos, em casos específicos.
O principal objetivo é melhorar a qualidade da visão, reduzir o impacto dos movimentos oculares e tratar a condição responsável pelo distúrbio, quando possível.
Nistagmo tem cura?
Para o nistagmo infantil, na maioria dos casos, não há cura definitiva. O foco costuma ser reduzir os sintomas, melhorar a visão funcional e tratar condições associadas.
Já no nistagmo adquirido, a melhora pode acontecer quando a causa é tratada. Por isso, descobrir a origem do movimento ocular é uma parte central da avaliação.
Como prevenir o nistagmo?
Embora nem sempre seja possível prevenir o nistagmo, algumas medidas ajudam a reduzir o risco da forma adquirida. Entre elas estão evitar o uso de medicamentos sem orientação médica e reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
O nistagmo infantil ou congênito não possui formas específicas de prevenção. Quando há histórico familiar da forma hereditária, o aconselhamento genético pode contribuir para o planejamento familiar e para a identificação precoce de alterações genéticas relacionadas.
Conte sempre com a Rede D’Or. Agende sua consulta pelo telefone 3003-3230 ou online.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar o nistagmo com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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