Concussão cerebral: o que é, sintomas e o que fazer
Resumo do conteúdo:
- Concussão cerebral é um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve provocado por pancadas na cabeça ou impactos no corpo que movimentam o cérebro bruscamente.
- Pode provocar dor de cabeça, tontura, confusão mental e exige avaliação médica para descartar complicações.
- Procure o pronto-socorro imediatamente se houver vômitos repetidos, convulsões, sonolência excessiva ou piora dos sintomas neurológicos.
O que é concussão cerebral?
A concussão cerebral é um tipo de traumatismo cranioencefálico leve (TCE leve) que afeta o funcionamento do cérebro de forma temporária. Pode causar dor de cabeça, tontura e confusão mental.
Geralmente ocorre após uma pancada na cabeça, quedas ou acidentes. Também pode acontecer com impactos no pescoço ou no corpo que fazem o cérebro se mover rapidamente para frente e para trás dentro do crânio.
Mesmo sem sinais externos aparentes, a concussão exige avaliação médica porque, em alguns casos, pode estar associada a lesões intracranianas mais graves.
Quais são os sintomas de concussão cerebral?
Os sintomas da concussão cerebral podem surgir logo após o impacto. No entanto, algumas manifestações clínicas podem levar até 72 horas para aparecer ou ficar mais evidentes.
Os sintomas mais comuns são:
- Dor de cabeça;
- Tontura ou perda do equilíbrio;
- Náuseas e vômitos;
- Dificuldade de memória e concentração;
- Confusão mental, fraqueza ou lentidão para raciocinar ou responder;
- Sonolência excessiva ou dificuldade para dormir;
- Sensibilidade à luz e ao som;
- Visão turva ou embaçada.
Outros sintomas incluem irritabilidade, mudanças bruscas de humor, ansiedade e depressão, que também merecem atenção.
É importante ressaltar que a concussão cerebral não depende necessariamente de perda de consciência. Muitas pessoas apresentam o quadro mesmo sem desmaiar, o que pode atrasar o reconhecimento dos sintomas. A ausência de desmaio não descarta a lesão.
Concussão cerebral em bebê
Em bebês, os sinais podem ser mais difíceis de perceber. Podem incluir irritação, choro inconsolável, vômitos e dificuldade para mamar ou dormir.
Concussão cerebral: o que fazer?
Após uma pancada na cabeça, é importante agir com cautela, mesmo quando os sintomas parecem leves. Isso porque algumas alterações podem surgir apenas horas depois do trauma.
As principais recomendações são:
- Consultar um médico o mais rápido possível para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e receber orientações adequadas;
- Observar os sinais nas primeiras 24 a 72 horas, já que os sintomas podem aparecer de forma gradual;
- Evitar esforços físicos e mentais intensos nos primeiros dias, incluindo atividades esportivas e tarefas que exijam muita concentração;
- Não ficar sozinho. Ter alguém por perto ajuda a perceber possíveis mudanças no estado de saúde;
- Buscar atendimento médico imediatamente se houver piora dos sintomas.
Seguir essas orientações ajuda a identificar possíveis complicações precocemente e favorece uma recuperação mais segura após a concussão cerebral.
Quem bate a cabeça pode dormir logo em seguida?
Pode dormir, desde que a pessoa não apresente sinais de alerta graves ou já tenha sido avaliada por um médico.
Nas primeiras horas após o trauma, é importante observar o estado geral e procurar atendimento médico urgente se surgirem sinais de alerta.
Quais são os sinais de alerta para ir ao hospital?
Os principais sinais de alerta para ir ao pronto-socorro imediatamente são:
- Dor de cabeça intensa ou que piora progressivamente;
- Vômitos repetidos;
- Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar;
- Perda de consciência prolongada ou piora do nível de consciência;
- Convulsões ou movimentos involuntários do corpo;
- Fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou alterações na visão;
- Hematomas ao redor dos olhos (“olhos de guaxinim”), sangramento atrás do tímpano ou saída de líquido transparente pelo nariz ou ouvido;
- Agitação crescente, comportamento agressivo ou mudanças importantes de comportamento.
Além disso, também deve-se buscar ajuda médica imediata se ocorrer melhora inicial dos sintomas seguida de piora do estado de consciência, confusão mental ou surgimento de novos sintomas neurológicos.
A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para te atender.
Fique atento!
Ao notar que você apresenta esses sintomas, não espere: vá imediatamente a um pronto-socorro!
Concussão cerebral leve pode ser perigosa?
Sim, mesmo uma concussão leve pode evoluir com complicações se não houver observação adequada após o impacto na cabeça.
O que causa concussão cerebral?
A concussão cerebral ocorre após impactos diretos ou indiretos que fazem o cérebro se mover dentro do crânio.
As principais causas são:
- Quedas em casa ou em atividades do dia a dia;
- Acidentes de trânsito com impacto na cabeça;
- Esportes de contato com pancadas repetidas;
- Agressões físicas ou colisões fortes;
- Histórico prévio de traumatismo craniano.
Essas situações aumentam o risco de lesão mesmo sem ferimentos externos visíveis.
Qual médico trata a concussão cerebral?
O atendimento pode ser realizado por neurologistas, neurocirurgiões ou médicos de emergência em casos agudos.
Em crianças, pediatras com experiência em neurologia infantil também atuam na avaliação inicial e acompanhamento.
A escolha depende da gravidade dos sintomas e do contexto do trauma.
Como é feito o diagnóstico da concussão cerebral?
O diagnóstico é essencialmente clínico e baseia-se na avaliação detalhada do acidente e dos sintomas relatados. O médico realiza testes físicos para checar o equilíbrio, a coordenação motora, os reflexos e a resposta dos olhos aos estímulos luminosos.
Em alguns casos, escalas clínicas como a Escala de Coma de Glasgow podem auxiliar a avaliação inicial do traumatismo craniano.
Exames de imagem convencionais, como a tomografia de crânio, não detectam a concussão cerebral leve, mas servem para descartar complicações. Geralmente, são solicitados apenas quando existem sinais de alerta para sangramentos ou fraturas no crânio.
Como é feito o tratamento da concussão cerebral?
O tratamento é baseado no controle dos sintomas e na recuperação gradual das funções cerebrais afetadas.
As principais abordagens incluem:
- Repouso relativo nas primeiras 24 a 48 horas;
- Retorno gradual e supervisionado às atividades do dia a dia, conforme tolerância dos sintomas;
- Uso de analgésicos, como paracetamol, para aliviar os sintomas;
- Acompanhamento clínico se sintomas persistirem;
- Ajustes na rotina para evitar esforço cognitivo intenso.
Nas primeiras horas após o trauma, anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e aspirina, devem ser evitados até que um médico descarte a presença de sangramento intracraniano.
Além disso, o uso excessivo de telas pode piorar sintomas em alguns pacientes durante a recuperação.
Quando voltar ao trabalho, à escola ou ao esporte após uma concussão cerebral?
O retorno ao trabalho, à escola e ao esporte após uma concussão cerebral deve ser gradual e baseado na evolução dos sintomas. Recomenda-se repouso nas primeiras 24 a 48 horas, com retomada progressiva das atividades se não houver piora dos sintomas.
Em esportes de contato, o retorno só deve ocorrer após avaliação médica e recuperação completa, para evitar novas lesões. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Quanto tempo dura a concussão cerebral?
A maioria das pessoas se recupera completamente da concussão cerebral em poucos dias ou semanas. No entanto, em alguns casos, os sintomas podem persistir por mais tempo ou surgir após concussões repetidas.
Quais são as sequelas da concussão cerebral?
As principais complicações da concussão cerebral são:
- Dificuldade de concentração, memória e raciocínio;
- Dor de cabeça e tontura persistentes;
- Alterações do sono e fadiga frequente;
- Ansiedade, irritabilidade, tristeza ou mudanças de humor;
- Maior risco de novas concussões após traumatismos futuros.
Em pessoas que sofrem impactos repetidos na cabeça, especialmente atletas de esportes de contato, pode haver risco aumentado de problemas neurológicos a longo prazo, incluindo comprometimento cognitivo e alterações comportamentais.
O que acontece se uma pessoa sofrer duas concussões seguidas?
Sofrer um novo trauma antes da recuperação completa do primeiro pode causar a síndrome do segundo impacto. Essa condição rara provoca um inchaço (edema) cerebral rápido e perigoso, com alto risco de morte.
Embora rara, a síndrome do segundo impacto é uma emergência médica associada principalmente a adolescentes e atletas que retornam às atividades antes da recuperação completa.
Como prevenir a concussão cerebral?
Medidas simples ajudam a reduzir o risco de traumatismo craniano e lesões cerebrais leves, como:
- Uso de cinto de segurança em veículos;
- Capacetes em bicicletas, motos e esportes de contato;
- Adaptação de ambientes para evitar quedas, principalmente em idosos;
- Usar equipamentos de proteção em atividades de risco;
- Respeitar regras de segurança em esportes;
- Educação sobre sinais de alerta após pancadas;
- Evitar retorno precoce a atividades após trauma.
Essas ações são importantes para diminuir o risco de lesões cerebrais.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a concussão cerebral com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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