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Este exame não necessita de agendamento.

O exame de fluxo sanguíneo cerebral avalia a circulação de sangue no cérebro, verificando se diferentes regiões estão recebendo oxigênio e nutrientes adequadamente. Ele é utilizado para investigar alterações neurológicas e doenças cerebrovasculares, com objetivo de auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento de condições como AVC, demências, epilepsia e tumores.

O que é o exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

É um método diagnóstico utilizado para avaliar a circulação sanguínea no cérebro. O procedimento possibilita analisar como o sangue chega às diferentes regiões desse órgão, com o fornecimento de informações relevantes sobre a oxigenação e o funcionamento do tecido cerebral.

Conforme a indicação clínica, essa avaliação pode ser realizada por diferentes técnicas de imagem, como a medicina nuclear (SPECT cerebral de perfusão). Cada método possui características específicas, mas todos têm o objetivo de identificar alterações na irrigação sanguínea cerebral.

A circulação sanguínea adequada é fundamental para o funcionamento do cérebro. Por meio dela, os neurônios recebem oxigênio e nutrientes essenciais. Alterações nesse fluxo podem estar associadas a condições neurológicas e vasculares.

Para que serve o exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

A sua principal finalidade é investigar, diagnosticar e acompanhar doenças que afetam a circulação cerebral. A análise do padrão de perfusão possibilita identificar áreas que recebem menos sangue do que o esperado, além de auxiliar na avaliação da gravidade e da extensão de determinadas condições.

Entre as principais aplicações clínicas do exame estão:

  • Investigação de acidente vascular cerebral (AVC);
  • Avaliação de ataques isquêmicos transitórios (AIT);
  • Diagnóstico e acompanhamento de doenças cerebrovasculares;
  • Investigação de demências, incluindo a doença de Alzheimer;
  • Avaliação de epilepsia;
  • Análise de tumores cerebrais;
  • Estudo de sequelas de traumatismos cranianos;
  • Investigação de alterações cognitivas e de memória;
  • Avaliação de pacientes com suspeita de morte encefálica.

Além do diagnóstico, o exame também pode contribuir para o planejamento terapêutico e para o monitoramento da resposta aos tratamentos.

Como é feito o exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

A forma de realização do exame depende da técnica utilizada.

Quando o estudo é realizado por meio da medicina nuclear, um radiofármaco é administrado por via intravenosa. Essa substância se distribui pelo cérebro de acordo com o fluxo sanguíneo local. Após um período determinado pelo protocolo do exame, o paciente é posicionado em um equipamento que capta as imagens da distribuição do radiofármaco, o que viabiliza a avaliação da perfusão cerebral.

Nos exames realizados por tomografia computadorizada ou ressonância magnética com perfusão, também pode ser necessária a administração de contraste intravenoso para analisar a circulação sanguínea cerebral em tempo real.

Já o doppler transcraniano utiliza ondas de ultrassom para medir a velocidade do fluxo sanguíneo nos principais vasos intracranianos, sem necessidade de radiação ou contraste na maioria dos casos.

Quais são os sintomas que indicam a necessidade de um exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

A solicitação pode ser realizada quando existem sinais e sintomas que sugerem alterações na circulação cerebral ou no funcionamento do sistema nervoso central. Entre as manifestações que podem levar à indicação do exame estão:

  • Tonturas frequentes;
  • Episódios de desmaio;
  • Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
  • Alterações súbitas da fala;
  • Dificuldade para compreender ou se expressar;
  • Alterações visuais repentinas;
  • Perda de memória ou declínio cognitivo;
  • Confusão mental;
  • Crises convulsivas;
  • Dores de cabeça persistentes;
  • Alterações do equilíbrio e da coordenação motora.

Contudo, a presença desses sintomas não significa necessariamente a existência de uma doença grave. A indicação do exame deve ser feita por um médico, considerando a avaliação clínica completa do paciente.

Existe algum risco ou contraindicação para o exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

O exame é considerado seguro quando realizado sob indicação médica e seguindo protocolos adequados. Nos estudos realizados por medicina nuclear, a quantidade de radiação utilizada é baixa e controlada, dentro dos limites considerados seguros para exames diagnósticos.

Nas técnicas que utilizam contraste, existe um pequeno risco de reações alérgicas ou efeitos adversos, que são geralmente raros e monitorados pela equipe médica.

As contraindicações dependem da modalidade utilizada. Em exames que empregam contraste iodado, por exemplo, pode ser necessária uma avaliação especial em pacientes com insuficiência renal ou histórico de alergia ao contraste.

Na ressonância magnética, pessoas com determinados implantes metálicos ou dispositivos incompatíveis também podem necessitar de avaliação específica antes da realização do exame.

Gestantes e lactantes devem informar sua condição à equipe médica para que sejam adotadas as medidas adequadas e avaliada a necessidade do procedimento.

Quais são os valores de referência do exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

Ao contrário dos exames laboratoriais, esse procedimento não possui um valor de referência único e padronizado para todos os pacientes. A interpretação dos resultados é realizada por meio da análise das imagens obtidas e da comparação entre diferentes regiões cerebrais, levando em consideração fatores como idade, histórico clínico, sintomas apresentados e método utilizado.

Qual especialista pode solicitar o exame de Fluxo Sanguíneo Cerebral?

Médicos de diversas especialidades podem solicitar este exame, entre eles neurologistas, neurocirurgiões, geriatras, cardiologistas e clínicos gerais, conforme o quadro clínico do paciente.

Preparativos para o exame

As orientações de preparo podem variar de acordo com a técnica empregada e com os protocolos adotados pela instituição onde o exame será realizado.

De forma geral, o paciente deve informar ao médico e à equipe de saúde sobre o uso de medicamentos contínuos, histórico de alergias, gravidez ou possibilidade de gestação e condições clínicas pré-existentes.

Em alguns casos, pode ser recomendado evitar o consumo de cafeína, bebidas energéticas, álcool ou tabaco por algumas horas antes do exame. Também pode haver necessidade de jejum, principalmente quando há utilização de contraste ou protocolos específicos de medicina nuclear.

O cumprimento das orientações fornecidas pela equipe responsável é fundamental para garantir a confiabilidade dos resultados e a segurança do exame.

Prazo de entrega

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