A trombose é a formação de um coágulo (trombo) no interior de um vaso sanguíneo ou do coração, que causa a obstrução do fluxo de sangue. Quando ocorrem em veias profundas de membros inferiores, eles causam a doença conhecida como Trombose Venosa Profunda (TVP), que pode causar sequelas graves.
Como ocorre a trombose?
A trombose venosa profunda é causada pela alteração da coagulação sanguínea, com a formação de coágulos no sangue. Ela pode ser decorrente tanto de fatores adquiridos como hereditários.
Sintomas da trombose
Cerca de metade dos casos de trombose são assintomáticos, ou seja, não manifestam sintomas. Mas em algumas pessoas, os sinais mais claros da doença são dores nas pernas (principalmente nas panturrilhas), nos pés e nos tornozelos, partes do corpo que normalmente são mais acometidas pela trombose.
Fique atento também a outros sintomas da trombose:
- Dores na parte do corpo afetada;
- Sensação de queimação na região afetada;
- Alterações na cor da pele (que pode ficar avermelhada ou azulada) na região afetada;
- Edema (inchaço) na parte do corpo afetada;
- Endurecimento da pele.
Causas e fatores de risco da trombose
A imobilidade (permanecer por muito tempo parado na mesma posição) é uma das causas de trombose mais comuns. Um estilo de vida sedentário e internações hospitalares por um período de tempo muito longo, por exemplo, favorecem a criação de trombos, assim como movimentar-se pouco ou permanecer sentado por muito tempo durante viagens longas de avião ou ônibus. Isto ocorre porque o corpo em repouso por tempo prolongado impede que os músculos se contraiam, dificultando a circulação sanguínea, o que pode levar a formação dos trombos.
O uso de anticoncepcionais também aumenta os riscos de desenvolver trombose. Estudos mostram que o risco é quatro vezes maior de ocorrer trombose em mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais em relação às que não usam. Esse risco também aumenta com a idade: a incidência em mulheres é bem maior a partir dos 40 anos.
Além da imobilidade, outros fatores que aumentam o risco de desenvolver trombose são:
- Cirurgias;
- Varizes;
- Consumo de cigarros e álcool;
- Obesidade (o excesso de peso e acúmulo de gordura exercem pressão maior sobre as veias e dificultam a circulação de sangue);
- Idade avançada (sobretudo acima dos 60 anos);
- Marcapassos e cateteres (podem diminuir o fluxo do sangue);
- Pacientes com insuficiência cardíaca (quando o coração não consegue bombear sangue adequadamente, os riscos de coagulação aumentam);
- Tumores malignos e alguns tipos de câncer (pois aumentam a quantidade de substâncias coagulantes no sangue);
- Infecções gastrointestinais;
- Policetemia (produção excessiva de glóbulos vermelhos, que deixam o sangue mais denso que o normal, facilitando a formação de trombos;
- Histórico familiar e predisposição genética;
- Distúrbio de hipercoagulabilidade (condição que aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos) hereditário ou adquirido.
Fatores de risco genético para trombose
Algumas pessoas nascem com alterações nos genes que aumentam a chance de formar coágulos sanguíneos. Entre os principais exemplos estão:
- Mutação do fator V de Leiden
- Mutação da protrombina
- Deficiência de proteína C, proteína S e antitrombina
Essas condições podem ser silenciosas, mas elevam o risco de trombose em situações como cirurgias, gestação ou longas viagens.
Trombose e Gravidez
Durante o período de gestação, o número de substâncias coagulantes no sangue aumenta, pois o organismo da mulher começa a se preparar para o parto. Além disso, a gravidez aumenta a pressão exercida sobre as veias das pernas e da pélvis. São alguns fatores, portanto, que deixam a mulher grávida mais suscetível a desenvolver trombose.
A mulher também precisa estar atenta ao pós-parto: o risco de coagulação e formação de trombos continua alto mesmo 40 dias após o parto.
Diagnóstico da trombose
Os painéis específicos para trombose são ferramentas importantes para identificar se uma pessoa tem predisposição a desenvolver distúrbios de coagulação, conhecidos como trombofilias.
- Painéis Genéticos: investigam mutações hereditárias, como o fator V de Leiden ou a mutação da protrombina, além de deficiências de proteínas naturais que regulam a coagulação.
- Painéis de Coagulação Adquirida: avaliam condições que surgem ao longo da vida, como alterações provocadas por doenças, uso de medicamentos ou fatores ambientais.
- Avaliação médica personalizada: a escolha dos marcadores e exames depende sempre do histórico clínico e familiar do paciente, garantindo que a investigação seja direcionada e eficaz.
Esses painéis ajudam médicos a identificar riscos ocultos e definir estratégias de prevenção individualizadas, especialmente em pessoas com histórico familiar de trombose ou em situações de maior vulnerabilidade, como gestação ou cirurgias.
O Richet conta com diversos painéis de trombofilia, que podem ser realizados em todas as unidades ou através do Atendimento Domiciliar.
O principal exame de imagem para diagnóstico de trombose venosa profunda é a Eco Color Doppler Venoso do Membros Inferiores, no qual um Ultrassom com mapeamento a cores será realizado, de maneira não invasiva, com diagnóstico e detecção de 98 % a 100% dos casos de TVP.
Os exames mais indicados para um diagnóstico preciso são:
- Ultrassonografia
- Exame de sangue
- Eco Color Doppler (Ultrassom Vascular)
- Tomografia e ressonância magnética
Na Unidade BarraShopping, os exames de diagnóstico por imagem estão disponíveis em um ambiente moderno e acolhedor. A estrutura conta com tecnologia de ponta e uma equipe altamente especializada, garantindo precisão nos resultados e segurança em cada etapa do atendimento.
Prevenção
Algumas dicas para prevenir a trombose:
- Pare de fumar e diminua a ingestão de álcool;
- Evite ficar mais de duas horas parado na mesma posição (salvo quando estiver dormindo).
- Movimente-se sempre que possível: as chances de desenvolver trombose diminuem consideravelmente se você pratica atividades físicas, realiza pequenas caminhadas ou simplesmente fica mais tempo de pé. Se você trabalha muitas horas sentado e precisa permanecer parado por longos períodos, procure levantar-se e movimentar-se de vez em quando para ativar o fluxo sanguíneo.
- Faça massagens nas pernas para ativar a circulação;
- Use roupas um pouco mais largas, que não causem compressão;
- Mantenha-se hidratado em viagens aéreas longas.
Caso você pertença a algum grupo de risco, procure seu médico. Existem medidas preventivas especiais que precisam ser adotadas, como uso de meias de compressão (meias elásticas medicinais) ou de medicações anticoagulantes.
