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Acidente Vascular Cerebral: entenda as causas da doença e a importância dos exames de imagem

Descubra o que é o AVC, seus principais sintomas, fatores de risco e como exames de imagem como TC e RM são fundamentais para salvar vidas.
Por: Rede D'Or
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O derrame cerebral, nome comumente utilizado para designar o acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), é um evento neurológico de instalação aguda (abrupto), frequentemente grave, podendo levar a risco de morte e com grande possibilidade de gerar sequela (por vezes, grave e debilitante).

Quem apresenta maiores riscos (fatores de risco) de sofrer um AVC?

  • Pacientes com mais de 50 anos de idade, principalmente se somado a fatores de risco cardiovasculares;
  • Diabéticos;
  • Indivíduos com aumento de dosagem do colesterol no sangue;
  • Hipertensos;
  • Obesos;
  • Fumantes;
  • Portadores de doença cardíaca (principalmente relacionadas a insuficiência cardíaca congestiva -ICC e/ou arritmias, dentre elas, a fibrilação atrial).

Todos os pacientes que possuam 1 ou mais desses fatores de risco devem ser monitorados clinicamente.

Como suspeitar ou reconhecer um AVC?

É quase sempre em evento agudo/repentino/súbito, em que o paciente evolui rapidamente de um estado neurológico normal para um quadro de perda de força (total ou parcial) ou de sensibilidade, que compromete geralmente uma metade do corpo. Observa-se também de forma frequente, dificuldade de fala, desvios na boca, alteração de coordenação motora, desvios do olhar, alterações visuais (escurecimento, vista embaçada ou turva, visão dupla). Cefaleia (dor de cabeça) também é um sintoma frequente, geralmente muito intensa e súbita. Quando houver a suspeita de AVC, pode-se tentar comprovar o episódio com algumas solicitações simples, como:

  • Pedir ao paciente para sorrir com força (observar simetria e possíveis desvios da face);
  • Pedir para o paciente levantar os braços (caso não possua fatores limitantes, tais como imobilizações, fraturas, etc);
  • Pedir para responder com frases simples para comandos de baixa complexidade.

Quais os principais tipos de AVC?

São basicamente dois, o isquêmico e o hemorrágico.

O mais comum é o isquêmico (cerca de 80% dos casos), e ocorre por obstrução de alguma artéria que nutre um território cerebral, que pode ser decorrente de um “entupimento” crônico deste vaso ou por desprendimento de uma placa ou fragmento (êmbolo), que pode se alojar em um território vascular mais distante.

O AVC hemorrágico é menos frequente (corresponde a cerca de 20% dos casos), e ocorre pela ruptura de alguma artéria (geralmente dilatada previamente, o que chamamos de aneurisma cerebral). Com a ruptura desta artéria, há extravasamento de sangue para o liquor (hemorragia subaracnoidea) ou menos frequentemente para o tecido cerebral.

Urgência no atendimento ao AVC

O AVC é sempre uma emergência médica, e o paciente deve ser encaminhado com extrema rapidez ao serviço de emergência. Quanto mais rápido for o diagnóstico e início do tratamento, menores as chances de complicações, risco de morte e desenvolvimento das sequelas.

Caso se confirme a suspeita clínica de AVC, o paciente dever ser imediatamente submetido a uma Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM), que mostrarão se o AVC foi isquêmico ou hemorrágico.

Caso o AVC seja isquêmico, se o tempo decorrido do início dos sintomas até o diagnóstico for de até 3 horas (em algumas situações, talvez um pouco mais), o paciente poderá ser selecionado para desobstrução da artéria responsável pelo quadro – é o que chamamos de trombólise. Esse paciente, após minuciosa seleção, pela equipe medica, será monitorizado por todo o procedimento, com o objetivo de limitar a extensão do comprometimento cerebral, evitar sua progressão bem como evitar novos acidentes vasculares. Existe também um tipo frequente de AVC por hemorragia no tecido cerebral, e que é decorrente de controle insuficiente ou insatisfatório da pressão arterial (HAS- hipertensão arterial sistêmica).

O papel dos exames de imagem no diagnóstico do AVC

A Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) são fundamentais na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Esses exames não apenas identificam se o evento é isquêmico ou hemorrágico, como também ajudam a determinar sua causa específica, prever o prognóstico e orientar o tratamento mais adequado.

Além do diagnóstico inicial, as imagens permitem acompanhar a evolução do paciente após o AVC, auxiliando nas estratégias de reabilitação e prevenção de novos episódios.

Nos casos de AVC hemorrágico, a TC e a RM têm papel essencial na detecção de aneurismas e malformações vasculares, por meio da análise detalhada da circulação arterial e venosa do cérebro.

Esses exames também possibilitam o estudo dos vasos do pescoço, identificando estreitamentos, obstruções ou dissecções das artérias carótidas e vertebrais. Métodos como Angio-TC, Angio-RM e Dopplerfluxometria vascular ajudam a definir estratégias cirúrgicas quando necessário.

Por fim, a TC e a RM são valiosas para reconhecer outras condições que podem simular um AVC, apresentando sintomas ou imagens semelhantes, garantindo um diagnóstico preciso e seguro.

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