A infecção que pode mudar o funcionamento do corpo todo em pouco tempo: conheça os sinais de alerta da sepse

Uma infecção que parece simples, em alguns casos, pode evoluir para um caso grave rapidamente. É neste contexto que surge a sepse, uma resposta desregulada do organismo a uma infecção que pode até levar à disfunção dos órgãos e exige atendimento médico rápido.
- De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil adultos e 42 mil crianças desenvolvem sepse por ano no Brasil.
- A sepse não deve ser confundida com uma simples infecção.
- A expressão “infecção generalizada” é popularmente utilizada para os quadros de sepse, mas o termo não descreve o quadro corretamente, já que nem sempre a infecção se espalha pelo corpo.
- Existem diferentes tipos de sepse, que são classificados de acordo com o local de origem da infecção, a gravidade e a evolução do quadro clínico.
- O acompanhamento da sepse pode ser feito por médicos infectologistas e intensivistas.
O que é a sepse?
A sepse é uma resposta inflamatória extrema e desregulada do corpo a uma infecção, que pode causar risco de vida e falência de órgãos.
O organismo, quando passa por infecções causadas por bactérias e vírus, faz com que o sistema imunológico lute para gerar uma resposta cujo foco é evitar a proliferação destes organismos. No entanto, em alguns casos essa resposta costuma ser exagerada, transportando a inflamação para outras partes do corpo, gerando complicações.
Quando ocorrem danos em mais de um órgão, o quadro é chamado de sepse grave. O choque séptico é uma evolução do quadro, em que a pressão sanguínea fica baixa, mesmo com o uso de medicamentos.
Quais são as causas da sepse?
A sepse é causada pelo surgimento de infecções que ocorrem por meio de bactérias, muitas vezes presentes em ambiente hospitalar, e podem aparecer no abdômen, nos pulmões e no trato urinário. O fungo Candida pode causar sepse, mas este é considerado um quadro raro.
Quais são os sintomas da sepse?
Os principais sintomas da sepse são:
- Diminuição do volume de urina;
- Pressão arterial baixa (hipotensão);
- Febre alta ou temperatura corporal baixa (hipotermia);
- Respiração acelerada (taquipneia);
- Frequência cardíaca muito alta (taquicardia);
- Confusão mental, agitação ou sonolência extrema;
- Cansaço extremo, fraqueza, palidez e pele fria;
- Queda na produção de plaquetas.
Tipos de sepse
Os tipos de sepse são classificados de acordo com a gravidade do quadro e sua evolução clínica. Os mais comuns são:
Sepse abdominal: causada por infecções nos órgãos do abdômen, por exemplo, apendicite, problemas biliares e peritonite.
Sepse cutânea: ocorre quando bactérias atingem as camadas mais profundas da pele ou feridas, como nos casos de pé diabético ou fascite necrosante.
Sepse Neonatal: atinge recém-nascidos com menos de 28 dias de vida, frequentemente prematuros com baixa imunidade, transmitida por infecções maternas ou pelo ambiente.
Sepse pulmonar: acontece quando a infecção está nos pulmões, geralmente causada por quadros de pneumonia.
Sepse urinária: conhecida como urosepse, surge a partir de infecções graves no trato urinário, como a cistite severa e pielonefrite.
O atendimento médico rápido é muito importante para conseguir identificar o tipo de sepse e, a partir disso, iniciar o tratamento adequado para o quadro.
Como é feito o diagnóstico de sepse?
O diagnóstico de sepse é feito a partir da identificação de uma infecção suspeita ou confirmada que esteja associada a uma disfunção orgânica aguda.
Os médicos infectologistas, intensivistas e outros especialistas realizam triagem e análises baseadas em critérios diagnósticos e podem solicitar exames como hemograma completo, hemoculturas, lactato sérico e outros conforme o quadro do paciente.
Como é feito o tratamento de sepse?
O tratamento de sepse é uma emergência médica que precisa ser feito rapidamente no hospital, iniciando-se logo após o diagnóstico, pois essa atitude ajuda a evitar falência de órgãos e riscos de morte.
As principais medidas de tratamento envolvem o uso de medicamentos antibióticos, controle do foco infeccioso, reposição volêmica (fluidos), medicamentos vasoativos e suporte intensivo em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que permite realizar o controle e monitoramento que fazem a diferença no tratamento.
Na Rede D’Or, você encontra diversos exames de diagnóstico que permitem identificar a sepse com precisão, além de profissionais especializados que auxiliam no tratamento.